"Queremos ser amigos da Europa, de toda a Europa, de todo o mundo, respeitamos qualquer concepção política, ideológica, étnica, religiosa", afirmou Hugo Chávez, em Lisboa, na cerimónia de assinatura de acordos no âmbito da Educação, construção de habitação social e energia.
Mas, acrescentou, a Venezuela exige que a sua "dignidade" seja respeitada.
"Temos de ser respeitados na nossa dignidade", salientou.
Hugo Chávez reconheceu, contudo, que na Europa muitos o vêem ainda como o "diabo" e um "tirano".
"Na Europa muita gente vê-me como o diabo", disse.
Por exemplo, contou, já perguntaram ao seu "bom amigo" Lula da Silva, presidente brasileiro, porque se relaciona com "esse tirano".
"E Lula defendeu-me da mentira, não contra mim, mas contra o povo da Venezuela", referiu, manifestando a sua "indignação" por todas as "mentiras" que são contadas sobre si e sobre a Venezuela.
"A verdade" do que se passa na América Latina
A este propósito, o presidente venezuelano disse acreditar na capacidade do primeiro-ministro português, José Sócrates, de transmitir "a verdade" do que se passa na América Latina.
"Na América Latina, a Europa deve entendê-lo, há uma revolução, um processo revolucionário. Felizmente já não são as colunas de guerrilha de Ernesto Guevara", sublinhou.
E, porque "vacilar seria perder", Hugo Chávez garantiu que o "processo profundamente democrático para a liberdade plena" irá continuar.
"Estamos a construir a nossa independência, através de revoluções pacíficas. Não levantando a bandeira da ditadura, do proletariado como em outra época se levantou, mas levantando a bandeira da democracia verdadeira, na democracia plena", enfatizou.
Porém, continuou, a Venezuela tem também muitos "amigos" na Europa, como o primeiro-ministro e o presidente russos, o Rei de Espanha ou o presidente francês.
"Na Europa, a maioria dos líderes europeus tem uma ideia muito correcta do que está a acontecer na América Latina", disse.
E, sublinhou, "a América Latina é uma só pátria".
Acordos de cooperação Portugal-Venezuela
Hugo Chávez está em Portugal para a assinatura de vários acordos billateais, entre os quais se destaca a compra de um milhão de computadores “Magalhães”.
Lisboa e Caracas vão também assinar acordos para a construção de 50 mil fogos de habitação social na Venezuela.
À chegada a Lisboa, Chávez fez saber que também quer comprar bacalhau, azeite, trigo e assinar contratos no domínio das pescas.
Lusa
Psst....e não é que eu até aprecio este gajo????..e não me calo de o dizer....
2 comentários:
Gosto do discurso, embora altamente "populista". Como já outros me enganaram, dizendo a mesma coisa, mesmo em Portugal, vou esperar para ver e crer. Oxalá seja um verdadeiro libertador da América Latina - e não um simples distribuidor de tachos para familiares e amigos - pois o pobre Povo sul-americano já sofreu de mais. Mas o Evangelho de Jesus é claro: "Pelas obras os conhecereis..." "Palavras só palavras"... é pouco...
Do "Expresso" de ontem, 27/09/08:
No índice internacional de transparência na corrupão, eis a classificação que nos "interessa", por ordem crescente de gravidade:
32º. - Portugal (desce de 28º.)
158ºs. - Angola, Burundi e Venezuela... Sempre mais do mesmo. É desesperante!
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