segunda-feira, 19 de abril de 2010

Adeus Sérgio!!

hoje apenas isto!!! Até sempre Alma Gémea!





“Olá Alma Gémea, bom dia!!”
Todos os dias eram estas as palavras de chegada a Xabregas…as melodias que entoávamos nos corredores do DEM…os solos nas Loas ao Menino que o maestro achava que as nossos vozes se casavam…tantas saudades Sérgio…as noites de farra, de dança, de jantares após os concertos…as conversas de amores e desamores…os alguns copos a mais… O duo com a Madrinha…”Ás dez... como lhe pedi...esperarei por si…”…como eu gosto de si!!!...”Assar carapaus fritos???” “Outra vez o nome do homem??..Manuel Floriano??” – frases estas ditas por si, no seu lindo sotaque alentejano…o coração chora e a revolta é ainda muito grande…queria ter ido ao seu funeral…a minha última lembrança sua foi no IPO – preferia não a ter tido – antes Xabregas, antes momentos lá passados embora já doente mas com uma vontade louca de viver!!!
Até já Sérgio Grilo!!! Até SEMPRE meu doce e Querido AMIGO


Ó Laurinda linda linda
Ó Laurinda linda linda
És mai linda di qui o soli..
Deixa-mi, dormiri uma noiti.
Nas dobras do tê linçol
...

"Tienes el alma de provinciana, hueles a lima, rosa temprana...
Ah! Como pica en el alma, los ojos de mi serrana.."

Ficarão eternamente ligados a si, lugares, circunstâncias, músicas..enfim..um sem número de coisas que nos farão lembrar de si...alguém me lembrou dos "nossos Natais" no Centro de Reabilitação de Alcoitão, quando, depois do concerto oficial de Natal, fazíamos o "nosso Natal" com os deficientes e que o então Director, Engº. Riço Calado, nos fazia sentir como se a festa apenas fosse nossa e dele e dos que com ele sofriam horas de inquietude e de desespero..mas que o Coro, nesses dia trazia a alegria aos seus corações e das famílias que com eles podiam estar nesse dia!! O Sergio era então o maestro...não precisava de batuta para a festa começar....e cantavamos e cantavamos até às tantas...e quase o até às tantas era a despedida com o fado do Sobreiro consigo e com o Mareco!! Eterna saudade Sergio!!

...e em 1997, quando passamos pelo Vale, na cozinha da minha Mãe, sorrateiramente lhe roubou uma rabanada e me segredou que nunca tinha bebido tão boa jerupiga com pão de ló e a rabanada (roubada) que a Mae Saudade tinha preparado para o Coro, e que, de volta a Lisboa, saboreámos um lanche maravilhoso que os meus Pais prepararam para todo o Coro e que junto à barragem do Fratel, comemos, bebemos, dançámos e foi essa sua alegria contagiante que tantos e tão bons AMIGOS produziu??Hoje o maestro disse que tinha uma simpatia especial por si...que lhe ofereceu um Livro com uma dedicatória muito bonita e que sempre admirou a sua maneira de estar na vida...toda a gente a ter tantas e tão boas recordações!
Iremos daqui a pouco para a Igreja de Benfica, para a Missa de 7º. dia. Cantaremos a Avé Maria e a Signore delle cime...a alegria de todos no Tirol...aquele concerto magnífico na Praça Grande em São Cândido ou em Dubiak onde as vozes de 3.000 pessoas se juntaram em unissóno para cantar esta última peça...são essas vozes todas que rezarão por si, em coro e a uma só voz!
Foi a Missa mas a sua alma gémea não conseguiu cantar!!! Até logo!

3 comentários:

António Serrano disse...

É nas horas difíceis que se reconhecem os Amigos: duas lindas homenagens a duas pessoas de quem gostou muito. Fiquei sensibilizado, comovido com as palavras e as músicas. Não viveu em vão quem deixou na Terra aqueles que os hão-de recordar por Bem. Para sempre. Embora cheiinhos de pesar e saudades.

LUNA disse...

Apenas bem-haja Professor!!

Unknown disse...

Falámos sobre ele e sobre o Tó Manel, não quero de deixar de estar solidária contigo, tammbém aqui. Mas ainda não o consigo escrever, só pessoalmente. Tu sabes.