quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Paradoxo do tempo



"Nós bebemos demais, gastamos sem critério. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
frequentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltámos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistámos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizémos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpámos o ar, mas poluímos a alma; dominámos o átomo,
mas não o nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar, e não a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de carácter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Esta é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Esta é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrina e muito pouco na
dispensa.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

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